CULTURXIS A NOVA ASSOCIAÇÃO CULTURAL

DSC_8783.jpgEntrevista realizada à Associação CulturXis pela revista
Da Capo, Revista Musical Portuguesa

CULTURXIS A NOVA ASSOCIAÇÃO CULTURAL

CulturXis é a nova Associação Cultural com sede em Coimbra. Esta jovem associação promete promover a cultural na região centro com uma temporada que envolverá tanto músicos portugueses como estrangeiros, mas não só. Este ano irão realizar um Ciclo de Conferências com debates, palestras e exposições. Contando com apoio de instituições desta região, ideias e projetos não lhes faltam. 

Capo (DC) – Como surgiu a ideia da criação da CulturXis? Quais foram as motivações?

CulturXis (CX) – A CulturXis surgiu do Ciclo de Concertos Coimbra, que decorreu ao longo dos últimos dois anos, com um fim solidário e em conjunto com duas Instituições de Solidariedade Social: a LAHUC (Liga dos Amigos dos Hospitais da Universidade de Coimbra) e ADAV (Associação de Defesa e Apoio à Vítima), ambas sediadas em Coimbra. Mantendo a responsabilidade social e a forte ligação a estas duas instituições e à Cáritas Diocesana de Coimbra, decidimos fundar a CulturXis, para podermos alargar o nosso leque de ação sob a forma de várias iniciativas de apoio à Cultura da Região Centro.

“O objetivo principal desta associação é promover a cultura na Região Centro…”

DC – Qual é o objetivo principal desta associação?

CX – O objetivo principal desta associação é promover a cultura na Região Centro, constituindo uma ponte entre os artistas da região e os promotores culturais. Apesar de ter muitos músicos e artistas já bastante qualificados técnica e profissionalmente, esta é uma região com algumas carências culturais, que nós queremos colmatar.

DC – Quem forma esta equipa? Qual a função de cada pessoa?

CX Esta equipa é presidida por Tiago Nunes, pianista e mestrando da Universidade de Aveiro, que fundou o Ciclo de Concertos de Coimbra e projetou a ideia de formar esta Associação. Fazem ainda parte da equipa: Margarida Cardoso, investigadora do INET-MD (Instituto de Etnomusicologia – Música e Dança) da mesma Universidade; Cláudio Duarte, mestrando em Comunicação Multimédia também na Universidade de Aveiro e Gonçalo Vaz Pedro, marketeer profissional e Diretor de Comunicação da Revista Exposer, uma revista de lifestyle sediada em Coimbra.

Tiago Nunes e Margarida Cardoso desempenham funções mais ligadas à coordenação e execução artística dos projetos, uma vez que são músicos, estudantes ou investigadores. Cláudio Duarte é o diretor de comunicação, e tesoureiro, que assegura toda a imagem da CulturXis e posterior divulgação, em conjunto com o nosso marketeer Gonçalo Vaz Pedro, que é responsável pelo marketing da associação, ou seja, por fazer chegar a nossa mensagem da forma mais eficaz aos nossos parceiros, associados e público.

Para além da direção, contamos com o suporte da Assembleia Geral, presidida pelo Dr. Luís Costa (Presidente da Cáritas Coimbra) e do Conselho Fiscal, presidido pelo Dr. André Morais (advogado).

“com a coprodução da CulturXis [realizar-se-á] um Ciclo de Conferências em maio de 2017 em Coimbra…”

DC – Como estão a planear a programação? Têm algum modelo?

CX – Temos atualmente vários projetos em desenvolvimento. Iremos realizar a terceira edição do Ciclo de Concertos Coimbra no ano de 2017, que abrirá com o concerto de comemoração do 450º aniversário de Monteverdi, a realizar pelo Coro Sinfónico Inês de Castro.

Iniciámos já um Projeto de Câmaras, através do qual apresentamos os artistas da Região Centro às autarquias e teatros dos vários municípios, que muitas vezes não conhecem, nem têm que conhecer, e que decorre já em vários municípios. Acontecerá também com a coprodução da CulturXis um Ciclo de Conferências em maio de 2017 em Coimbra, assim como uma publicação de eventos culturais de menor projeção mediática ocorridos na Região Centro. Para além disso, acontecerá ainda um concurso de música de câmara, que será anunciado em breve.

DC – Quais as cidades que vão ter o privilégio de ser contempladas pela programação da CulturXis?

CX – Tal como já referimos na questão anterior, Coimbra será sempre uma cidade para a qual trabalharemos pois é lá que estamos sediados e é uma cidade desta região. No entanto, pretendemos descentralizar a nossa ação e por isso, realizaremos projetos não só em várias cidades/sedes de concelho, como também aldeias limítrofes, sendo que seria limitador apontar todas as localidades onde acontecerão.

Os nossos contactos abrangem toda a Região Centro desde Viseu, a Castelo Branco, passando por Leiria ou Guarda, por exemplo, no entanto, trabalhamos também com outros municípios do Norte, Sul do país e Ilhas.

“Desenvolvemos ainda uma vertente pedagógica nos nossos espetáculos…”

DC – Que tipo de público procura a CulturXis?

CX – O nosso público vai desde o músico ou estudante de música que vai aos nossos concertos para se cultivar cultural e profissionalmente, a pessoas que procuram algumas linguagens mais alternativas implícitas nos nossos concertos e ainda a um público que procura simplesmente um bom momento cultural e social.

A nossa responsabilidade social também permite que todas as pessoas tenham acesso aos concertos através de descontos para estudantes, seniores, instituições de solidariedade social e empresas.

Desenvolvemos ainda uma vertente pedagógica nos nossos espetáculos, quer através da conceção artística dos mesmos, quer através de comentários aos concertos, sendo que direcionamos sempre a nossa ação para os alunos.

DC – Em que medida esta associação irá contribuir para a visibilidade dos músicos portugueses?

CX – Esta associação permitirá promover e divulgar os músicos que iniciam a sua carreira profissional e que necessitam muitas vezes de um palco. A nível económico, sabemos que a carreira de músico é bastante instável e são escassas as oportunidades de trabalho e, por isso, queremos proporcionar experiências a estes músicos que lhes permitam divulgarem-se e também subsistir.

DC – Também pensam em trazer músicos estrangeiros para a vossa temporada?

CX – Sim, o Ciclo de Concertos de Coimbra inclui artistas estrangeiros que possam contribuir para o nosso panorama musical e dos nossos artistas, favorecendo assim um clima de troca de experiências musicais e culturais.

contamos já com uma bolsa de artistas, associados, parceiros, colaboradores e demais apoiantes…”

DC – Sendo uma associação sem fins lucrativos como obtêm a vossa receita? Através da bilheteira? De sócios? De patrocinadores?

CX – Somos sim uma Associação sem fins lucrativos, que conta com o apoio de já bastantes sócios, uma rede de parcerias com as principais entidades e empresas, tais como: Universidade de Coimbra, Universidade de Aveiro, Direção Regional de Cultura do Centro, Turismo Centro de Portugal, Fundação Bissaya Barreto, Critical Software, Cision, Brands Market, entre outros.

DC – Como as pessoas em geral receberam as ideias desta associação? Têm aderido?

CX – Sim, pensamos que sim, claro que é uma associação bastante recente e dá os seus primeiros passos no campo da cultura, mas contamos já com uma bolsa de artistas, associados, parceiros, colaboradores e demais apoiantes que querem contribuir para a nossa missão e nos ajudam a levar a bom porto este projeto.

Em meio ano de existência temos já vários projetos em curso e outros tantos em vias de serem realizados.

DC – Mais projetos para além da programação de temporadas musicais?

CX – Pretendemos iniciar o projeto de uma publicação online que divulgará eventos culturais em locais não tão visíveis em termos de comunicação, e que fará uma cobertura desses e outros eventos culturais da Região Centro. Contamos para isso com um protocolo de parceria com o Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.

O Ciclo de Conferências 2017, já referido, também abrange outras áreas do conhecimento artístico e cultural, sendo constituído por exposições, debates, palestras, entre outros. Para além disto, os projetos de parcerias que estamos a desenvolver incluirão sempre outras linguagens não convencionais de arte fundidas com a música, pelo que nunca será uma experiência meramente musical, e o público será estimulado por várias formas de arte, incluindo, pintura, multimédia, dança, literatura, entre outros.

Desenvolveremos ainda um projeto relacionado com o Erasmus +, que consiste num sistema de mobilidade e intercâmbio de artistas, que realizam várias formações no estrangeiro e recebem também artistas no seu país, sempre com o objetivo da formação em mobilidade.

CulturXis facebook.

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